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A tão temida “banca”

A tão temida “banca”

Arquitetura é muito mais do que lapiseira e papel! Pra você que concorda, nesta série trataremos de todos os aspectos reflexivos que envolvem esse imensurável mundo arquitetônico no qual vivemos.

Desde que começamos a faculdade ouvimos falar nela, e tememos esse dia, mas poucas faculdades dão aos alunos uma preparação antes dela.

A banca de TFG ( ou TGI, em algumas faculdades ) é temida até o último minutos, causa desmaios, crises de pânico, tremedeira, suadeira (é sério!!!) e muito medo, muito muito medo.

Imagine agora, no meio de um semestre, saber que você terá uma banca !!! “Oh God!!!” e você terá essa banca em meio a outras trocentas provas e trabalhos. E agora?

É galera, vida de arquiteto é assim mesmo, o corpo docente acha que a melhor maneira de aprendermos é “na marra”, então temos que passar pela tortura 2 vezes.

Mas quem aí se sente preparado para encarar uma banca?

Aposto que nem nosso editor chefe, que está quase, quase lá, está completamente seguro, pois, nossas escolas não nos dão o suporte e a liberdade necessários para que tenhamos segurança ao preparar nosso TFG.

Mas, uma banca prévia, num semestre anterior, não é uma boa base? Afinal, você percebe o eu deve e o que não deve fazer, não?

Bom, na teoria, sim, pode te dar uma base, mas vocês não acham que “arremessar” você numa banca de projeto, sem nenhuma preparação, no meio do curso, no meio de um dos semestres mais corridos, pode causar um pânico traumático? (seria cômico se não fosse trágico..rs)

Eu acho que sim!

Fazer um projeto amarrado, com professores parciais, que não te agradou completamente, que não tem a sua cara, e ir lá, defendê-lo, na frente do seu professor e de outros que você não sabe como são, nem do que mais gostam (porque, afinal, quem nunca mudou o partido do projeto no último minuto para fazer bonito com o professor, que atire a primeira pedra…) não é lá muito confortável para quem não sabe o que está fazendo.

medo-banca
Medo da Banca

O problema maior da banca é a falta de segurança. Sim, pois, o “não saber” faz com que você “trema na base” na hora de defender sua obra e essa tremedeira faz os professores se olharem torcendo o nariz e com aquela cara de: “Hmmmmmmmm!” (ou “Xiiiiiiiiii!”), que faz tudo desandar de vez.

Minha dica de “aluna cara de pau do ano” é: Em dia de banca, o arquiteto fica em casa e quem vai pra aula é o ator que existe aí, escondido dentro de você. Decora seu texto, e “Se joga, bebê!” (piadinha fail de quem assiste a novela da “Grobo”).

Eu já disse que a casa Silver Hut do arquiteto japonês Toyo Ito foi inspirada na musica e na água e na “musicalidade” das ondas (WHAT?), já comecei um debate defendendo um lado e quando vi que os professores iam discordar de mim, mudei completamente de lado e fingi que antes eu estava explicando o ponto de vista que não deveria ser seguido, já expliquei partido de projeto sem nunca ter visto o projeto na vida…sabe…pra tudo isso é ter “carão”…falar…perceber que errou, mas defender sua teoria até o final mesmo assim, porque mudar de ideia ou admitir que está errado não é coisa de arquiteto (arquiteto é orgulhoso de mais pra ter tal demonstração de fraqueza..rs).

Você, só você conhece seu projeto tão bem, só você sabe o que desenhou e o que pode ser interpretado dubiamente caso seja necessário uma mudança de última hora (pânico da cara feia do professor, por exemplo), então se você não consegue apresentar seu projeto, meu caro colega, quem o irá?

Então galera, não entrem em pânico, isso não ajuda em nada, pois, caso seu projeto esteja bem feito, bem resolvido, bem fechado, basta manter a calma (deixar o arquiteto, a cafeína e a tremedeira em casa) e “botar pra fora”, da forma mais ordenada possível, o que você quis dizer.

Metade é o projeto e metade é a apresentação, um nunca vai anular completamente o outro, nem para o bem nem para o mal, ficar “pilhado” só vai te atrapalhar. Não seja muito fechado, nem muito “aberto”..rs..procure um equilíbrio confortável, que te ajude a disfarçar o nervosismo sem parecer que você está representando uma multinacional, nem que você está apresentando o projeto da formatura da turma, sinta o ambiente, fique de olho nos professores, se puder, assista uma das bancas do dia antes de você, sabendo se controlar, dominar a si próprio (como você faz tão bem quando seus olhos querem fechar e você diz que não) tudo correrá bem.

E não deixem uma nota ruim derrubar seu sonho…não esqueça que ela é fruto da opinião daquele determinado grupo de pessoas, o mundo é muito maior que isso, principalmente para nós.

Até a próxima, mentes arquitetônicas!

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